Inferno na Terra. Parte II.

No início da Segunda Guerra Mundial, estrategistas militares passaram a acreditar que vitórias poderiam ser conquistadas atacando-se a infraestrutura industrial do inimigo.

Com o desenrolar da Guerra, campanhas denominadas “bombardeios estratégicos” passaram a ser deliberadamente realizadas para atingir populações civis, a fim de produzir destruição e medo.

Necessidade militar juntamente com Distinção e Proporcionalidade são três princípios do Direito Internacional Humanitário, também conhecido por Jus in Bello, que regem o assunto.

De acordo com esses princípios, nações beligerantes podem realizar ataques contra objetivos militares, mesmo quando sabem que ocorrerão mortes não intencionais de civis – ou “danos colaterais”. Todavia, é considerado crime de guerra se um ataque intencional é lançado sem distinção sobre pessoas, envolvendo um número desproporcional de perdas civis em relação ao objetivo militar.

O desenvolvimento de aeronaves cada vez mais poderosas era tido como uma vantagem militar, o que impediu a negociação de tratados específicos sobre o uso desses equipamentos. Na ausência dessas leis, as nações guiaram-se pelas Convenções de Haia de 1899 e 1907, que tratavam apenas de ataques em terra e mar.

Essas Convenções não forneciam uma orientação clara sobre a proporção de civis que deveria ser poupada nos ataques. Por essa razão, ao final da Guerra, os tribunais de Nuremberg e de Tóquio não criminalizaram o bombardeio aéreo de alvos não combatentes, e acabaram conferindo legitimidade a essas práticas. Isso estabeleceu um precedente para as guerras da Coreia e do Vietnã, e de outras que vieram depois.

Esse tipo de ataque, não atômico, como o bombardeio de Tóquio de 1945, tem sido largamente ignorado pela opinião pública. E para alguns, as bombas atômicas eram um mero refinamento da arte do bombardeio aéreo – um meio mais eficiente para se alcançar os mesmos fins.

Com a Convenção das Nações Unidas sobre Certas Armas Convencionais de 1980, o uso de Napalm e outros materiais incendiários contra populações civis foi banido pela ONU. Mesmo assim, vários países não aderiram ao tratado.

O Rotary busca uma sociedade mais pacífica e humana através dos Centros Rotary pela Paz e das Bolsas Rotary pela Paz, formando futuros líderes para atuar nas causas e soluções das guerras e conflitos.

Wan Yu Chih
Presidente da Comissão Distrital da Fundação Rotária 2016-19

Fonte: Artigos “Bombing of Tokyo”, “Collateral damage”, “Strategic bombing during World War II”, “Napalm”, “Hague Conventions of 1899 and 1907”, publicados na Wikipedia.

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Inferno na Terra. Parte I.

10 de março de 1945. 01:00 da madrugada em Tóquio.

Queimando a 600 graus Celsius, as bombas continuavam a cair do céu. Não eram bombas comuns. Eram bombas incendiárias de Napalm, uma gelatina de plástico e gasolina.

A sirene antiaérea crescia em volume misturando-se ao rumor das aeronaves que sobrevoavam a cidade. Um coro crescente de pânico se seguia à medida que o incêndio começava a se espalhar.

O fogo consumiu um quarteirão e outro, e logo os quarteirões incendiados se uniram em uma imensa chama. O monstro de fogo precisava de ar para sobreviver, e começou um bocejo que passou a sugar todo o ar para criar um inferno, puxando tudo que encontrava no caminho num gigantesco turbilhão de fogo. O calor da conflagração era tão intenso que a água dos canais passou a ferver, o metal a derreter, e pessoas a pegarem fogo espontaneamente.

O inferno chegara à Terra.

No espaço de poucas horas, uma armada de 334 Boeings B-29 despejou 1.667 toneladas de bombas cheias de Napalm na capital japonesa.

O ataque foi dirigido principalmente à população civil na área central da cidade, onde vivia em casas tradicionais construídas de madeira e papel. Havia uma infinidade de pequenas fábricas.

Os bombardeiros voaram a caminho do Japão em uma única e longa procissão. Os B-29 foram ordenados a lançar as bombas durante a noite, a baixa altitude. Os primeiros a chegar jogaram as bombas criando um enorme “X” centrado na parte mais populosa de Tóquio. Os que chegaram depois simplesmente despejaram suas bombas no flamejante X.

Foi a Operação Meetinghouse, ou Local de Encontro, em português.

Uma área equivalente à metade de Manhattan foi destruída. Oitenta a 200 mil pessoas morreram. Mais de 1 milhão ficaram sem casa. Outras morreram de queimadura, doença e desnutrição nos dias seguintes.

Pouco antes das 2:00 horas da madrugada o ataque estava concluído. Tóquio estava destruída.

Sobreviventes carbonizados vagavam sem destino em meio à fumaça e às cinzas pelas ruínas da cidade.

A bomba atômica ainda não havia sido testada. Para forçar o Japão à rendição, os Estados Unidos havia estimado que o número de baixas decorrentes de uma invasão poderia exceder a 1 milhão de norte-americanos. As baixas japonesas seriam muito maiores. Restava somente uma opção: o ataque maciço das cidades japonesas com bombas incendiárias para destruir a indústria de guerra e desmoralizar a população.

O ataque aéreo foi também um ato de vingança: Pearl Harbor.

A linha divisória entre alvos civis e militares já tinha sido cruzada antes. Os principais combatentes da Segunda Guerra já adotavam a prática, Japão e Estados Unidos inclusive. Mas nunca nessa escala.

A tempestade de fogo de Tóquio foi um prelúdio para o bombardeio incendiário de mais 63 cidades e vilas japonesas antes do lançamento das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, cinco meses depois.

Ao todo, os Estados Unidos despejaram 157.000 toneladas de bombas sobre o Japão. Estima-se que 806.000 civis morreram.

O bombardeio de Tóquio nunca recebeu muita atenção. A Operação Meetinghouse foi o mais mortal ataque aéreo da história, mais que Hiroshima e Nagasaki, porém sempre permaneceu à sombra. Mesmo no Japão, poucas pessoas sabem que aconteceu, exceto aquelas que sobreviveram à tragédia .

Mas não esquecer a história é um dever para evitar que o passado não se repita no futuro.

Wan Yu Chih
Presidente da Comissão Distrital da Fundação Rotária 2016-19

Fonte: “73 Years Ago Today: The Deadliest Air Raid in History, Operation Meetinghouse”, artigo publicado em 09/03/2018 na The Aviationist, “The Deadliest Air Raid in History”, artigo publicado em 09/03/2015 na AirSpaceMag, e “Cultures of War”, livro de John W. Dower.

Educar para superar a violência

A superação da violência se dá pela paz, disse o Papa Francisco na mensagem aos brasileiros para a Campanha da Fraternidade deste ano, cujo lema é “Fraternidade e superação da violência”.

Com menos de 3% da população mundial, o Brasil registra 13% dos assassinatos que ocorrem no planeta, segundo o Atlas da Violência, publicação do IPEA e do Fórum Brasileiro de Segurança.

Por que há tanta violência no Brasil? O que podemos fazer para reduzi-la?

Aplicação rigorosa das leis existentes e cadeia seguramente contribuiriam. Mas não bastam. É preciso um sistema de educação de qualidade e que a escola ensine princípios básicos, como a moral e os bons costumes.

Como disse Ruth Cardoso, pobreza não é apenas falta de dinheiro, mas também de oportunidades. E, acrescento, oportunidades geralmente surgem para quem está preparado, com bom nível educacional. Oportunidades também se conquistam!

A evasão escolar é uma das raízes da violência no País. A média de estudantes que não concluem o ensino médio é de 41% no Brasil e de 32% em SC. Um jovem fora da lei não percebe que a educação é ponte para uma vida longa, feliz, longe da marginalidade. A educação de forma atraente, que prepare para a vida, é a melhor forma de minimizar esses dois problemas.

Educar para a vida é preparar o cidadão para aproveitar as oportunidades e reduzir a pobreza. O documento SC em Dados 2017, da FIESC, mostra que quem possui o ensino superior recebe, em média, 151% mais do que os que completaram apenas o ensino médio e estes ganham 10% mais que os que concluíram somente o ensino fundamental.

Em setembro de 2017, o Movimento SC pela Educação realizou workshop que mobilizou milhares de jovens, presencialmente e através das redes sociais. Em resumo, os jovens querem pais integrados à vida escolar, professores preparados e uma escola de qualidade que os atraia, envolva e prepare para a vida. Ou seja, uma educação que supere a violência e transforme o Brasil num país melhor. Viabilizar essa condição é nossa responsabilidade!

Artigo de Glauco José Côrte, presidente da FIESC, publicado nos jornais Diário Catarinense e A Notícia em 19/2/18. O Rotary Distrito 4651 é parceiro da FIESC no projeto de criação de laboratórios de informática em escolas públicas participantes do Movimento SC pela Educação.

Fevereiro: mês da paz e resolução de conflitos

Fevereiro é o mês dedicado à paz e resolução de conflitos no Rotary. Conheça os artigos dedicados ao tema publicados neste site. (Clique nos links para ler os artigos.)

Edital de Apoio a Projetos de Subsídio Global 2017-18 – 2a. Edição

ROTARY INTERNATIONAL DISTRITO 4651
COMISSÃO DISTRITAL DA FUNDAÇÃO ROTÁRIA
SUBCOMISSÃO DISTRITAL DE SUBSÍDIOS

É com satisfação que comunicamos aos Rotary Clubs do Distrito 4651 que estão abertas as inscrições para 2a. edição do edital de apoio financeiro do distrito aos Projetos de Subsídio Global. Subsídios Globais são recursos que patrocinam projetos alinhados à Missão da Fundação Rotária de promoção da boa vontade, paz e compreensão mundial por meio de apoio a iniciativas de melhoria da saúde, da educação e do combate à pobreza.

1) Valor total a ser distribuído

O valor total disponível para o edital é de US$ 40.000,00, recurso esse proveniente do FDUC – Fundo Distrital de Utilização Controlada, formado pelas contribuições dos clubes ao Fundo Anual de Programas que retornam ao distrito após 3 anos pelo Sistema SHARE.

2) Critério de distribuição dos recursos

Conforme previsto no Plano Trienal 2016-19 da Fundação Rotária do Distrito 4651, aprovado na Assembleia Distrital em 2016, reconheceremos os projetos de maior impacto, propostos por clubes que contribuem efetivamente à Fundação Rotária. Os projetos apresentados serão pontuados, e o recurso disponível no ano será distribuído proporcionalmente à contribuição do clube à Fundação Rotária nos últimos 3 anos, e ao impacto projeto.

Todos os projetos deverão ser apresentados, para contarem com o recurso do distrito, salvo aqueles submetidos ao edital anterior que terão o recurso reservado pelo período de 1 ano.

A verba disponível será distribuída por projeto proporcionalmente à sua pontuação (P), a ser apurada da seguinte forma:

Nota A = média aritmética da contribuição do clube à Fundação Rotária nos 3 últimos anos (em dólares). São consideradas as contribuições ao Fundo Anual de Programas e ao Fundo Pólio Plus.

Nota B = pontuação atribuída ao impacto do projeto, por consenso entre os membros da Comissão Julgadora, sendo: 1,2 para projeto de alto impacto; 1,0 para projeto de médio impacto; 0,8 para projeto de baixo impacto.

Nota C = pontuação atribuída ao estágio atual do projeto, por consenso entre os membros da Comissão Julgadora, sendo: 1,2 para projeto em busca de parceiro estrangeiro; 1,0 para projeto em fase avançada de elaboração; 0,8 para projeto em fase inicial de elaboração.

Pontuação P do clube = (Nota A x Nota B x Nota C) / somatória da Nota A x Nota B x Nota C de todos os clubes participantes, que será a participação do clube na divisão do recurso disponível para projetos de subsídio global do ano.

Exemplo:

Três clubes estão propondo projetos de subsídio global. O clube 1 tem a média de US$ 9.000,00 de contribuição nos 3 últimos anos, o clube 2, US$ 5.000,00, e o clube 3, US$ 1.000,00. A nota B do projeto do clube 1 é 1,0, do clube 2 é 1,2, do clube 3 é 1,0. A nota C do projeto do clube 1 é 0,8, do clube 2 é 1,0, do clube 3 é 1,2.

A pontuação P de cada clube será:

P1 = (9.000,00×1,0x0,8) / [ (9.000,00×1,0×0,8) + (5.000,00×1,2×1,0) + (1.000,00×1,0×1,2) ] = 7.200/14.400 = 50,0%
P2 = (5.000,00×1,2×1,0) / [ (9.000,00×1,0×0,8) + (5.000,00×1,2×1,0) + (1.000,00×1,0×1,2) ] = 6.000/14.400 = 41,6%
P3 = (1.000,00×1,0x1,2) / [ (9.000,00×1,0×0,8) + (5.000,00×1,2×1,0) + (1.000,00×1,0×1,2) ] = 1.200/14.400 = 8,3%

O clube 1 irá ter 50,0% do recurso total, o clube 2, 41,6% e o clube 3, 8,3%.

No caso de projeto multiclubes, com a participação de dois ou mais clubes em um mesmo projeto, aplica-se o mesmo procedimento acima para cada clube participante.

O recurso destinado a cada projeto será limitado a 25% do valor total do projeto.

3) Condições de participação

Para qualificar-se ao edital serão observadas as seguintes condições:

a) O clube deverá assinar o Memorando de Entendimento de Qualificação de Clube para a Fundação Rotária (ANEXO I).
b) O clube deverá estar qualificado pelo Distrito 4651 no Ano Rotary 2017-2018, tendo participado do Seminário da Fundação Rotária/Seminário Distrital de Gerenciamento de Subsídios da Fundação Rotária em 23/09/2017.
c) O clube deverá estar em dia com suas obrigações para com o Rotary International (per capitas do RI e do Distrito 4651) e a Fundação Rotária (obrigações relativas a projetos anteriores).
d) A documentação apresentada deverá estar completa e corretamente preenchida.
e) O projeto deverá enquadrar-se em pelo menos uma das áreas de enfoques da Fundação Rotária.
f) Os itens devem ser financiáveis de acordo com os Termos e Condições de Subsídios Distritais e Globais da Fundação Rotária (ANEXO I).
g) Rotaract Clubs, Interact Clubs e Casas da Amizade (Associação dos Cônjuges de Rotarianos) poderão participar dos projetos de subsídios distritais, desde que, sob a responsabilidade de um Rotary Club patrocinador, devendo o Presidente do Rotary Club assinar o projeto, atestando a responsabilidade do Rotary Club para com o mesmo. Contudo, por serem consideradas entidades associadas ao Rotary elas não podem ser beneficiárias de recursos de subsídios da Fundação Rotária.
h) O clube deverá apresentar orçamento de todos os itens do projeto, e caso o item orçado tenha valor igual ou superior a US$ 1.000,00 o mesmo deverá ser apresentado em papel timbrado do fornecedor.
i) O clube poderá participar com mais de um projeto de subsídio global por ano rotário.
j) Após a realização do projeto, o clube deverá apresentar Relatório da Implementação do Projeto, anexando todos os comprovantes de despesas realizadas (ANEXO IV).

4) Documentos necessários

Documentos necessários para o envio dos projetos:

a) Carta de encaminhamento do projeto assinada pelo presidente e tesoureiro do clube.
b) Memorando de Entendimento de Qualificação de Clube para a Fundação Rotária (ANEXO I).
c) Formulário de Pedido de Subsídio Global 2017-18 (ANEXO II).
d) Termo de Compromisso de aportar os recursos necessários para a complementação do valor total do projeto (ANEXO IV).

Os pedidos deverão ser enviados por email ou correio à Subcomissão Distrital de Subsídios. Em ambos os casos, solicitar confirmação de entrega.

Presidente da Subcomissão Distrital de Subsídios
Eder Vieira Couto
Rua Felipe Schmidt, 390 Sala 702
Florianópolis, Santa Catarina CEP 88010-001

Email: evcouto@costaricaengenharia.com.br
Fone: 48 99982-2483 (Tim)

5) Comissão julgadora

A Comissão Julgadora será formada pelo Governador Distrital, Presidente da Comissão Distrital da Fundação Rotária e Presidente da Subcomissão Distrital de Subsídios. O resultado do edital será divulgado juntamente com uma breve descrição dos projetos aprovados.

6) Esclarecimento de dúvidas

Em caso de dúvidas, além do Presidente da Subcomissão, poderão ser consultados o Presidente da Comissão Distrital da Fundação Rotária ou o Governador Distrital.

7) Cronograma

Etapa Data Responsável
Lançamento do Edital 01/12/2017 Comissão Distrital da FR
Data limite para envio das propostas 30/04/2018 Rotary Club
Data limite para julgamento 10/05/2018 Comissão Julgadora
Divulgação do resultado 30/05/2018 Subcomissão Distrital de Subsídios

8) Anexos

Os anexos abaixo encontram-se publicados no site da Fundação Rotária do Distrito 4651.

ANEXO I: Memorando de Entendimento de Qualificação de Clube para a Fundação Rotária
ANEXO II: Termos e Condições de Subsídios Distritais e Globais da Fundação Rotária
ANEXO III: Formulário de Pedido de Subsídio Global
ANEXO IV: Termo de Compromisso de aportar os recursos necessários para a complementação do valor total do projeto
ANEXO V: Relatório da Implementação do Projeto de Subsídio Global

https://fundacaorotary4651.wordpress.com/
https://fundacaorotary4651.wordpress.com/manuais-e-formularios/

Itajaí, 1 de dezembro de 2017.

(a.) José Alberto Noldin
Governador Distrital 2017-18

(a.) Wan Yu Chih
Presidente da Comissão Distrital da Fundação Rotária 2016-19

(a.) Eder Vieira Couto
Presidente da Subcomissão Distrital de Subsídios 2017-18

Resultado dos Editais de Subsídios do Distrito 4651 2017-18

logo d4651

 

 

 

ROTARY INTERNATIONAL DISTRITO 4651
COMISSÃO DISTRITAL DA FUNDAÇÃO ROTARY
SUBCOMISSÃO DISTRITAL DE SUBSÍDIOS

Comunicamos aos Rotary Clubs do Distrito 4651 os resultados do Edital de Subsídio Distrital 2017-2018 e do Edital de Apoio a Projetos de Subsídio Global 2017-2018, conforme Comissão Julgadora formada pelo Governador Distrital, Presidente da Comissão Distrital da Fundação Rotary e Presidente da Subcomissão Distrital de Subsídios da Fundação Rotary, nos termos publicados em 1/09/2017.

1) Edital de Subsídio Distrital

Rotary Club de Florianópolis

Projeto: Fornecimento de um Smart TV, teclado, mouse e repetidor Wi-Fi para atividades socioeducativas a crianças em sala de aula.
Beneficiário: Associação Casa São José
Área de enfoque: Educação básica e alfabetização
Valor do subsídio: R$ 1.736,48

Rotary Club de Florianópolis-Atlântico

Projeto: Fornecimento de um fogão industrial para o preparo de refeições aos idosos do asilo.
Beneficiário: Sociedade Espírita Obreiros da Vida Eterna (SEOVE)
Área de enfoque: Desenvolvimento econômico e comunitário
Valor do subsídio: R$ 3.587,90

Rotary Club de Florianópolis-Trindade

Projeto: Fornecimento de materiais diversos para aulas de surfe para crianças autistas (camisetas, bonés, coletes salva-vidas, prancha de surfe, tendas).
Beneficiário: ONG Onda Azul Floripa
Área de enfoque: Prevenção e tratamento de doenças
Valor do subsídio: R$ 3.775,94

Rotary Club de Itajaí-Porta do Vale

Projeto: Fornecimento de instrumentos cirúrgicos para o centro obstétrico (extrator obstétrico e acessórios, aspirador intrauterino, esfigmomanômetro, estetoscópio).
Beneficiário: Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen
Área de enfoque: Saúde Materno-Infantil
Valor do subsídio: R$ 5.028,70

Rotary Club de Santo Amaro da Imperatriz

Projeto: Fornecimento de instrumentos musicais para aulas de música aos alunos (clarineta e flauta transversal).
Beneficiário: Escola de Música Maestro Luiz Fernando da Costa
Área de enfoque: Desenvolvimento econômico e comunitário
Valor do subsídio: R$ 1.898,00

Valor total distribuído: R$ 16.027,02 equivalentes a US$ 4,947.00 (cotação dólar rotário de 11/2017 = R$3,24).

A liberação dos valores deverá ocorrer dentro de 30 dias, e será efetuada pelo Tesoureiro Distrital na conta bancária do clube.

A entrega do Relatório Final pelo Rotary Club beneficiário deverá ser efetuada até 15/04/2018, observando-se que as Notas Fiscais deverão ter data posterior ao recebimento do recurso, e serem emitidas em nome da instituição beneficiada.

2) Edital de Apoio a Projetos de Subsídio Global

Rotary Club de Balneário Camboriú-Praia do Atlântico
Rotary Club de Florianópolis-Estreito
Rotary Club de Florianópolis-Leste
Rotary Club de Florianópolis
Rotary Club de Itajaí-Porta do Vale
Rotary Club de Laguna-República Juliana
Rotary Club de Laguna
Rotary Club de São José-Kobrasol
Rotary Club de Tubarão-Luz

Projeto: Criação de 11 laboratórios de informática em escolas públicas (“Projeto Multiclubes Santa Catarina pela Educação”)
Beneficiário: Escolas públicas municipais e estaduais do ensino básico parceiras do Movimento Santa Catarina pela Educação
Área de enfoque: Educação básica e alfabetização
Valor do subsídio: US$ 36,950.00

Valor total distribuído: US$ 36,950.00

A quantia permanecerá reservada até a aprovação do projeto pela Fundação Rotary ou até 30/06/2018, o que acontecer antes.

Itajaí, 30 de novembro de 2017.

José Alberto Noldin
Governador Distrital 2017-18

Wan Yu Chih
Presidente da Comissão Distrital da Fundação Rotary 2016-19

Eder Vieira Couto
Presidente da Subcomissão Distrital de Subsídios 2017-18

ONU proíbe armas atômicas

O Prêmio Nobel da Paz deste ano saiu para uma pequena ONG de Genebra.

Existem mais de 15.000 armas, a maioria dos Estados Unidos e Rússia. Sete outros países dividem o restante: Grã Bretanha, França, China, Israel, Índia, Paquistão e Coreia do Norte. Apenas uma fração desse arsenal seria o suficiente para acabar com a vida no planeta.

Para dar um fim a isso, em julho de 2017, representantes de estado de 135 países e organizações não governamentais reuniram-se e concluiram as negociações do Tratado de Proibição das Armas Nucleares na ONU. Foi um passo histórico.

O tratado não irá funcionar de um dia para outro, mas irá estabelecer um novo marco legal, estigmatizando as armas nucleares, gerando uma pressão sobre as potências nucleares e as nações protegidas por elas.

A ICAN, Campanha Internacional para Abolição das Armas Nucleares, recebeu o Prêmio Nobel pelo destacado papel de mobilização para a defesa da causa. Com uma equipe de apenas 4 pessoas, a ONG representa uma coalizão de 468 organizações não governamentais em 101 países, dando voz a milhões de cidadãos do planeta que discordam das armas nucleares e querem que elas sejam eliminadas.

O prêmio é também um tributo às vítimas e sobreviventes das explosões de Hiroshima e Nagasaki, cujos testemunhos têm sido fundamentais para a causa.

E o Rotary? Podemos fazer alguma coisa para participar dessa mobilização global?

Paz e compreensão entre os povos faz parte da nossa missão, e paz e resolução de conflitos é uma das nossas áreas de enfoque. Por isso, na Conferência Presidencial pela Paz do Rotary, em junho deste ano em Atlanta, anunciou-se a parceria do Rotary com a iniciativa Green Legacy Hiroshima (Legado Verde de Hiroshima). Criada em 2011, a GLH envia sementes de árvores sobreviventes da bomba para o plantio em praças públicas, através de Rotary Clubs que queiram se tornar embaixadores da mensagem de paz e proteção à natureza, e da necessidade de se erradicar as armas atômicas e de destruição em massa. Mais de 30 países já plantaram as árvores.

Outra iniciativa é a Mayors for Peace (Prefeitos pela Paz). Criada em 1982 por um prefeito de Hiroshima, a Mayors for Peace trabalha para que cidades do mundo inteiro, através dos seus prefeitos, firmem o compromisso de combater as armas atômicas e lutar pela paz mundial. Mais de 7500 cidades em 162 países já fazem parte do movimento, entre elas Florianópolis e Joinville.

O Rotary Distrito 4651, através da Comissão Distrital da Fundação Rotária e do Governador Distrital, já iniciou tratativas com a Green Legacy Hiroshima para trazer sementes à Santa Catarina, e plantar as árvores nos 75 municípios pertencentes à área geográfica de atuação do Distrito. Para isso, está formando uma parceria com a EPAGRI (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina), para importar as sementes e produzir as mudas.

Do mesmo modo, o nosso Distrito iniciou tratativas com a Mayors for Peace, para que os Rotary Clubs possam atuar como embaixadores da paz, convidando os prefeitos catarinenses a integrarem o movimento global pela paz e pelo fim das armas atômicas.

Há quem ache a iniciativa de acabar com as armas atômicas quixotesca, pois nenhuma potência nuclear irá abrir mão delas com facilidade. Todavia, o desarmamento não é um sonho, é uma necessidade. E urgente. A escalada do conflito entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte pode trazer consequências catastróficas para o planeta. Se existe um momento em que o mundo deveria declarar sua oposição às armas atômicas, esse momento é agora.

Wan Yu Chih
Presidente da Comissão Distrital da Fundação Rotária 2016-19

Artigo publicado no Informativo mensal de novembro do Rotary Distrito 4651.

Mais informações:

www.icanw.org

www.unitar.org/greenlegacyhiroshima

www.mayorsforpeace.org