Você beberia desta água?

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Uma em cada dez pessoas faz isso. Todos os dias. É água do rio, lago, represa, ou canal de irrigação, com terra, detritos e micróbios.

Não dá para imaginar a vida sem água, afinal vivemos no país que tem a maior abundância de água doce do globo. Aqui é comum tomar banho duas vezes por dia e, até pouco tempo atrás, lavar o quintal e a calçada semanalmente.

Mas, para muitas pessoas no planeta, viver sem água faz parte de suas vidas.

Quase 1 bilhão de pessoas não têm acesso a água limpa; a maioria vive na África e no Sudeste Asiático. Meninas são obrigadas a buscar água, tendo que caminhar 4 horas diariamente com baldes que pesam mais de 20 kg quando cheios e, por causa disso, não conseguem frequentar a escola.

Metade dos leitos de hospital no mundo são ocupados por pessoas com doenças relacionadas a água – diarreia, cólera, tifo e parasitas – que a cada ano matam mais pessoas que todas as formas de violência, inclusive guerras.

Felizmente, existe uma solução para o problema: poços, cisternas, canalização e filtros.

O acesso à água é uma das mais poderosas armas para acabar com a pobreza extrema, por isso é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU para 2030, e é também uma das seis áreas de enfoque da Fundação Rotária.

No ano passado, a área de enfoque da água e saneamento foi a que mais recebeu recursos da Fundação: US$ 20 milhões em 302 projetos realizados por Rotary Clubs em parceria com as comunidades.

Wan Yu Chih
Presidente da Comissão Distrital da Fundação Rotária 2016-2019

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Se o planeta tivesse 100 pessoas

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Vinte e cinco atrás, nosso planeta tinha 5,3 bilhões de habitantes; hoje tem 7,3 bilhões, e as carências continuam imensas. Mas façamos um pequeno exercício: Se o mundo fosse um pequeno vilarejo de 100 pessoas? Como ele seria?

Se o planeta tivesse 100 pessoas:

50 seriam homens e 50 mulheres.
70 seriam adultos e 30 crianças.
33 viveriam em países em conflito ou muito violentos.
1 seria refugiada.
17 viveriam em áreas com malária.
9 não teriam água limpa para beber.
23 não teriam sanitário para usar.
12 estariam na pobreza extrema.
13 não teriam o suficiente para comer.
15 não saberiam ler.
11 viveriam em favelas.
18 não teriam eletricidade.
60 não teriam internet.

Se você leu este artigo até aqui, considere-se uma pessoa privilegiada, porque mais de 1 bilhão de pessoas não sabem ler.

Se você vive em um país que não está em conflito armado, em uma casa com banheiro e água encanada, tem o suficiente para comer, tem computador e internet, então você faz parte de uma elite – e pode ajudar a melhorar as coisas, se quiser.

Apesar da população global ter crescido bastante nos últimos 25 anos, o mundo vem fazendo progresso: o número de pessoas em situação de pobreza extrema caiu pela metade; o mesmo aconteceu com o número de pessoas subnutridas; dois bilhões de pessoas a mais passaram a ter acesso a água encanada e igual número de pessoas passaram a usar instalações sanitárias; e 1 bilhão de pessoas passaram a ler.

Não pense que o mundo não tem conserto. Juntos, podemos fazer a diferença.

Wan Yu Chih
Presidente da Comissão Distrital da Fundação Rotary 2016-2019