Ossos de oráculo

Oracle_Bone

Adivinhe o que está escrito nesse objeto.

Há 3 mil anos atrás, para saber o futuro, os oráculos chineses da dinastia Shang invocavam os espíritos ancestrais por meio de ossos de tartaruga submetidos ao fogo.

Com o calor, o osso estalava, e som era interpretado para se obter a resposta – mas antes, a pergunta era entalhada em pictografia, a mesma que deu origem à atual escrita chinesa. Porém, mesmo naquela época, poucos podiam ler.

Se você consegue ler o que está escrito aqui neste artigo, você é mais afortunado que 1 bilhão de habitantes no planeta que não conseguem fazer o mesmo em suas línguas. A cada 100 pessoas, 15 não sabem ler e escrever.

No Brasil, são 9 a cada 100, e em Santa Catarina, 3 a cada 100 – a menor taxa do país.

Se você acha que isso é pouco, é porque esses números não incluem os “analfabetos funcionais”. São pessoas que, apesar de saberem ler e escrever, não conseguem compreender mais que umas poucas palavras; não conseguem sequer ler um anúncio de emprego. Vinte em cada 100 brasileiros enquadram-se nessa categoria. Juntamente com a legião de analfabetos absolutos, eles estão desocupados ou trabalhando em funções de baixíssima qualificação.

Se no passado isso era sinônimo de pobreza, hoje, em um mundo dominado por máquinas e computadores, o analfabetismo é sinônimo de desesperança.

Problema do Governo? Pessoas com baixo grau de instrução acabam votando mal, e tendem a recorrer à violência em decorrência da falta de oportunidades, com consequências para todos. Por isso, o combate ao analfabetismo requer o envolvimento de toda a sociedade.

A Fundação Rotary está atenta para esse problema. Somente no ano passado, a Fundação destinou US$ 8 milhões para 133 projetos na área de educação básica e alfabetização realizados por Rotary Clubs do mundo inteiro.

Quando ensinamos alguém a ler, ela guarda isso para a vida inteira. E não precisa ficar adivinhando o que está escrito.

Wan Yu Chih
Presidente da Comissão Distrital da Fundação Rotary 2016-2019

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