A quarta revolução industrial

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Primeiro vieram as máquinas a vapor… depois, a eletricidade e as linhas de produção… e então, a informática. O que virá em seguida?

Agora é a vez da quarta revolução industrial, que está chegando com uma velocidade sem precedentes.

Em janeiro deste ano, os organizadores do Fórum Econômico Mundial em Davos apresentaram um relatório com conclusões que vêm preocupando governantes e líderes empresariais.

As possibilidades que a tecnologia permite hoje são ilimitadas, e a história tem mostrado que as mudanças tecnológicas beneficiam, num primeiro momento, os países avançados e as camadas ricas da população, acentuando a desigualdade e exclusão social.

Como em todas as revoluções industriais anteriores, a automatização irá tornar posições de trabalho obsoletas, e empregar trabalhadores com novas habilidades, ou máquinas que fazem o trabalho com menor custo.

Em breve, trabalhadores dos correios, manufaturas, agências de viagem, jornais, revistas, bancas, livrarias, bibliotecas, digitadores e arquivistas, estarão perdendo seus empregos para a automatização, e profissões como analistas de dados ou vendedores técnicos passarão a ficar com alta procura.

Já podemos sentir os efeitos dessa revolução. Pedir um táxi, reservar um vôo, comprar um produto, fazer um pagamento, ouvir música ou assistir um filme, já podem ser feitos remotamente, através de um smartphone ou computador.

A revolução estará completa quando estivermos rodeados por robôs, eletrodomésticos ligados à internet, carros que andam sozinhos, computadores com inteligência artificial, e estivermos utilizando roupas, objetos e remédios fabricados com nanotecnologia, impressão 3D ou biotecnologia.

Segundo o relatório apresentado no Fórum Mundial, 65% das crianças que estão ingressando agora no ensino primário irão trabalhar no futuro em ocupações que sequer foram inventadas. Nos países avançados, as vagas mais disputadas na atualidade não existiam 10 anos atrás, e mais de 1/3 das habilidades que serão necessárias no futuro ainda não são consideradas importantes.

Habilidades sociais como colaboração, persuasão, inteligência emocional e saber ensinar outras pessoas, serão tão importantes quanto as habilidades técnicas necessárias para programar máquinas ou saber operá-los.

Não bastasse tudo isso, a situação no Brasil já é deveras apreensiva. De acordo o PISA, um programa internacional que avalia estudantes de 15 anos em 65 países, nosso país está em 58o no ranking, atrás de nações como Chile, México, Uruguai e Costa Rica.

A educação básica é uma das áreas de enfoque da Fundação Rotary, por isso, mais que nunca, devemos estar atentos para as demandas que essa nova revolução estará trazendo.

O aprendizado de formas de trabalho colaborativo e do uso de plataformas tecnológicas deverá ter um lugar cada vez mais importante na educação dos jovens, preparando as novas gerações para o mundo que se aproxima.

Wan Yu Chih
Presidente da Comissão Distrital da Fundação Rotary 2016-2019

Baseado no Sumário Executivo “The Future of Jobs” distribuído no Fórum Econômico Mundial de Davos em janeiro de 2016.

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