A escola do século 21

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Geração Z é aquela das pessoas nascidas na década de 90 até 2010. São jovens de 6 a 16 anos de idade, nascidos na era digital, que cresceram usando internet, smartphone e mídias sociais.

Os que têm 15 anos são o foco do PISA, exame internacional de educação básica promovido pela OECD. O Brasil ficou em 58º lugar dos 65 países avaliados em 2012, dando um prognóstico sombrio da produtividade e competitividade que a nação terá quando esses jovens ingressarem no mercado de trabalho.

Mas como seria a escola ideal da Geração Z?

Os especialistas são unânimes: a escola do século 21 será muito diferente daquela que temos hoje. Numa era em que quase todo conteúdo está literalmente na palma da mão, é preciso repensar o papel da escola, do professor e do processo de aprendizado.

A sala de aula tradicional, com um professor na frente e alunos organizados em fileiras já teve o seu tempo.

O professor não será mais a fonte suprema do conhecimento. Ele passará a ser um mentor, um guia do aprendizado pelo aluno. Ao invés de ir à escola para ouvir, escrever e memorizar, as aulas passarão a ser uma janela para o aluno aprender a pensar e trabalhar colaborativamente.

Ao invés de pequenos trabalhos individuais, haverão projetos em equipe, onde as matérias são apresentadas dentro do contexto de cada problema a ser resolvido. Com isso, no lugar das provas, o professor terá um filme do aluno, e não uma mera fotografia, podendo avaliar melhor o seu desempenho e aprendizado.

Nas últimas décadas, para melhorar a qualidade do ensino, os melhores países do mundo em educação, como a Finlândia, investiram pesadamente na formação dos professores e no método pedagógico.

Todavia, hoje, a tecnologia surge como um grande coadjuvante.

Graças à internet, os alunos têm acesso às informações que precisam, favorecendo o ambiente cooperativo entre colegas e professores. E graças aos aplicativos para educação, o preparo das aulas fica bastante facilitado, além de torná-las mais interessantes para os alunos. Para a Geração Z, um documento eletrônico dá a percepção de ter mais valor que uma pagina impressa.

Bibliotecas que contém somente livros se tornarão obsoletas.

A biblioteca do século 21 deveria ser o coração da escola e um lugar onde alunos e professores viessem para relaxar, ler, obter informações, editar vídeos e apresentações, e aprender a usar novos softwares e aplicativos. Caso contrário, elas se transformarão em museus, exibindo livros que servirão somente para os jovens verem como eram antigamente.

A ideia de colocar toda a classe, uma vez por semana, em um laboratório de informática para ensinar informática também será obsoleta. A tecnologia não deve ser uma matéria, mas parte integrante do aprendizado das matérias e do desenvolvimento dos projetos escolares.

No entanto, a escola do século 21 requer muito mais que tecnologia e conteúdo. Requer envolvimento e engajamento dos alunos, e por isso o segredo continua sendo o professor.

Se analfabeto era quem não sabia ler, escrever, a partir de agora, analfabeto será quem não tiver as habilidades essenciais para viver em uma sociedade globalizada e tecnológica do século 21 – Comunicação, Pensamento crítico e Empreendedorismo.

Assim como a internet e os smartphones entraram em nossas vidas, a escola do século 21 já está chegando nos países avançados, e no Brasil, em algumas escolas particulares.

Resta saber quando ela chegará no ensino público.

Wan Yu Chih
Presidente da Comissão Distrital da Fundação Rotary 2016-2019

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Chamando nave interplanetária!

contatos

Quinze de março de 1953. Essa foi a data que uma organização chamada IFSB, ou Bureau Internacional do Disco Voador, instituiu como o Dia Mundial do Contato (World Contact Day), quando todos os membros da organização deveriam parar e enviar uma mensagem telepática ao espaço.

Eram tempos conturbados.

A Segunda Guerra havia terminado em 1945, e em seu rastro logo veio a Guerra Fria, com a Guerra da Coreia em 1950, a Guerra do Vietnã em 1955, e o Muro de Berlim em 1961.

Se telepatia e vida alienígena existem, o IFSB ponderou, um grande número de pessoas juntas poderia ser capaz de fazer chegar uma mensagem ao espaço, mentalmente. A mensagem era mais ou menos a seguinte:

Chamando ocupantes da nave interplanetária. Chamando os ocupantes da nave interplanetária que têm observado nosso planeta Terra. Queremos fazer contato. Somos amigos e queremos que vocês apareçam. Vocês serão recebidos aqui com amizade.

Faremos tudo ao nosso alcance para promover a compreensão mútua entre os nossos povos. Venham em paz e ajudem-nos a resolver nossos problemas terráqueos. Dê-nos um sinal de que vocês receberam a mensagem. Venham criar um milagre aqui em nosso planeta que desperte os ignorantes para a realidade. Responda-nos. Somos seus amigos.

Inspirados nessa fantástica história, em 1977, a dupla The Carpenters gravou a música “Calling Occupants of Interplanetary Craft” (Chamando os Ocupantes da Nave Interplanetária), que acabou chegando às paradas de sucesso, e sendo tocada no mundo inteiro.

Não se sabe se a mensagem conseguiu chegar aos extraterrestres. Mas até hoje, ela expressa uma inquietude que muitas pessoas sentem.

Se você acredita na necessidade de fazermos algo para mudar o planeta, há outra solução.

Mais que uma tese, existe a crença de que a chave para a paz está no desenvolvimento da boa vontade e compreensão entre os povos através de ações humanitárias – por exemplo, em educação básica.

Uma educação insuficiente gera desemprego que leva à desocupação, que leva à violência. Os índices de homicídio no Brasil equivalem aos de uma guerra. Exceto pelo tráfico de drogas, as maiores taxas de violência estão associadas ao baixo nível de escolaridade da população de menor renda.

Investir na educação básica leva à paz, por isso é uma das áreas de enfoque da Fundação Rotary. Junte-se a nós. Afinal, fazer o bem é o nosso negócio.

Wan Yu Chih
Presidente da Comissão Distrital da Fundação Rotary 2016-2019

Edital de Apoio a Projetos de Subsídio Global 2016-17

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ROTARY INTERNATIONAL DISTRITO 4651
COMISSÃO DISTRITAL DA FUNDAÇÃO ROTARY
SUBCOMISSÃO DISTRITAL DE SUBSÍDIOS

É com satisfação que comunicamos aos Rotary Clubs do Distrito 4651 que estão abertas as inscrições para apoio financeiro do Distrito aos Projetos de Subsídio Global com recursos do FDUC – Fundo Distrital de Utilização Controlada. Subsídios Globais são recursos que patrocinam projetos alinhados à Missão da Fundação Rotary de promoção da boa vontade, paz e compreensão mundial por meio de apoio a iniciativas de melhoria da saúde, da educação e do combate à pobreza.

1) Valor total a ser distribuído

O valor total disponível para o Ano Rotary 2016-17 é US$ 20.000,00, recurso esse proveniente do FDUC – Fundo Distrital de Utilização Controlada, formado pelas contribuições dos clubes ao Fundo Anual de Programas que retornam ao distrito após 3 anos pelo Sistema SHARE.

2) Critério de distribuição dos recursos

Conforme previsto no Plano Trienal 2016-19 da Fundação Rotary do Distrito 4651, aprovado na Assembleia Distrital em 2016, passaremos a reconhecer os projetos de maior impacto, propostos por clubes que contribuem efetivamente à Fundação Rotary. Os projetos apresentados serão pontuados, e o recurso disponível no ano será distribuído proporcionalmente à contribuição do clube à Fundação Rotary nos últimos 3 anos, e ao impacto projeto.

A quantia destinada a cada clube permanecerá reservada até a aprovação do projeto pela Fundação Rotary ou até 30/06/2017, o que acontecer antes. Os projetos não submetidos à aprovação da Fundação Rotary poderão ser reapresentados no edital de projetos de subsídio global do distrito no ano seguinte. Projetos já submetidos e aguardando aprovação da Fundação Rotary terão a quantia reservada até a aprovação ou recusa pela Fundação.

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Edital de Subsídio Distrital 2016-17

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DG1738181
ROTARY INTERNATIONAL DISTRITO 4651
COMISSÃO DISTRITAL DA FUNDAÇÃO ROTARY
SUBCOMISSÃO DISTRITAL DE SUBSÍDIOS

É com satisfação que comunicamos aos Rotary Clubs do Distrito 4651 que estão abertas as inscrições para Projetos de Subsídio Distrital com recursos do FDUC – Fundo Distrital de Utilização Controlada. Subsídios Distritais são recursos que patrocinam projetos alinhados à Missão da Fundação Rotary de promoção da boa vontade, paz e compreensão mundial por meio de apoio a iniciativas de melhoria da saúde, da educação e do combate à pobreza.

1) Valor total a ser distribuído

O valor total disponível para o Ano Rotary 2016-17 é de US$ 7.024,00 (convertidos em Reais pela cotação do dólar rotário do dia 01/09/2016), correspondente a 50% (cinquenta por cento) das contribuições dos clubes ao Fundo Anual de Programas durante o Ano Rotary 2013-14, que retornam ao distrito após 3 anos pelo Sistema SHARE ao FDUC – Fundo Distrital de Utilização Controlada.

2) Critério de distribuição dos recursos

Conforme previsto no Plano Trienal 2016-19 da Fundação Rotary do Distrito 4651, aprovado na Assembleia Distrital em 2016, passaremos a reconhecer os projetos de maior impacto, propostos por clubes que contribuem efetivamente à Fundação Rotary. Os projetos apresentados serão pontuados, e o recurso disponível no ano será distribuído proporcionalmente ao atingimento das metas do RI de contribuição do clube à Fundação Rotary nos últimos 3 anos, e ao impacto do projeto.

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Edital para Bolsas Rotary pela Paz 2016-17

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ROTARY INTERNATIONAL DISTRITO 4651
COMISSÃO DISTRITAL DA FUNDAÇÃO ROTARY
SUBCOMISSÃO DISTRITAL DE BOLSAS PELA PAZ

É com satisfação que comunicamos a abertura das inscrições para as Bolsas Rotary pela Paz – uma das iniciativas da Fundação Rotary para a promoção da paz, boa vontade e compreensão mundial.

1) Bolsas Rotary pela Paz

A cada ano, 100 bolsistas Rotary pela Paz são escolhidos para participarem de um programa mundial de aperfeiçoamento (de 3 meses) ou de mestrado (de 15 a 24 meses) em um dos Centros Rotary pela Paz, com a parceria de renomadas universidades, abaixo listadas. Os bolsistas  estudam assuntos relacionados às principais causas de conflitos e exploram soluções inovadoras que atendem a necessidades reais.

  • Duke University e University of North Carolina, Chapell Hill, EUA
  • International Christian University, Japão
  • University of Bradford, Inglaterra
  • University of Queensland, Austrália
  • Uppsala University, Suécia
  • Chulalongkorn University, em Bangcoc, Tailândia

Os cinco primeiros centros participam do programa de mestrado, enquanto a Chulalongkorn University realiza os cursos de aperfeiçoamento. Os candidatos são orientados a examinar a grade de cursos de cada universidade, a fim de selecionarem aquelas cujos temas mais se aproximem de seus planos.

O programa nos Centros Rotary pela Paz capacita futuros líderes em assuntos de paz e prevenção/resolução de conflitos a fazerem uma diferença substancial em suas comunidades e no mundo. Os alunos se preparam para atuar em áreas como por exemplo:

  • Mediação de conflitos
  • Ajuda humanitária em zonas de conflito e desastre
  • Crise dos refugiados
  • Tráfico humano
  • Violência urbana
  • Violência na escola
  • Violência contra a mulher
  • Diversidade religiosa e étnica
  • Questão indígena
  • Invasão de terras
  • Delinquência juvenil
  • Genocídio
  • Terrorismo

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Escola do século XIX

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Se pudéssemos transportar um cirurgião do século 19 para um hospital de hoje, ele não teria ideia do que fazer. O mesmo vale para um operador da bolsa ou até para um piloto de avião do século passado. Não saberiam que botão apertar. Mas se a pessoa fosse um professor, encontraria na sala de aula deste século a mesma lousa, os mesmos alunos enfileirados.

A escola parece impermeável às décadas de revolução científica e tecnológica que provocaram grandes mudanças em nosso dia a dia. Ficou parada no tempo, preparando os alunos para um mundo que não existe mais.

Não dá para continuar com um sistema em que o professor é o detentor do conhecimento e o aluno um arquivo em que esse conteúdo deve ser “depositado” – basicamente, o modelo do século 19.

Precisamos levar o século 21 para a escola.

As pessoas pensam que estamos falando em levar tablets e smartphones para as salas de aula. Essas novas tecnologias da informação são importantes, pois permitem acessar o arsenal de conhecimento produzido em diversas disciplinas. Mas não é o suficiente.

Precisamos é de uma escola que consiga preparar as crianças para viver, se relacionar e trabalhar em um mundo complexo como o que temos hoje.

A criança não pode apenas decorar conceitos ou receber informações do professor. Precisa desenvolver um pensamento crítico e um raciocínio lógico, desenvolver sua capacidade de inovar, ser criativa e flexível e de resolver problemas. Essas habilidades são cruciais para que as pessoas e países possam prosperar. E o professor deve ser um mediador nesse processo. Mais do que o conhecimento certo, precisa fomentar as atitudes certas.

Há vinte anos, era comum ouvir no Brasil que as crianças pobres não conseguiam aprender direito porque não comiam bem. Esse discurso foi superado, mas muita gente ainda continua tentando atribuir o fracasso escolar ao nível socioeconômico dos alunos. Como se isso fosse a causa.

A escola diz que a criança não aprende porque é pobre. Há de fato uma certa correlação entre nível socioeconômico e aprendizagem, mas o papel da escola é mudar isso. Senão teríamos de concluir que é preciso enriquecer todas as crianças brasileiras e suas famílias para que elas consigam aprender – o que é um absurdo.

A educação deve ajudar na ascensão social da criança.

Crianças pobres, com origens familiares desfavoráveis, conseguem prosperar na escola e na vida se tiverem as habilidades certas.

Artigo baseado em entrevista com Viviane Senna, Presidente do Instituto Ayrton Senna, publicada na BBC Brasil em 05/06/2015.

Negra, pobre e Silva: o primeiro ouro da Rio 2016 é a cara do Brasil

rafaela silva

Negra, pobre e Silva: o primeiro ouro da Rio 2016 é a cara do Brasil.

É dessa forma que o jornal espanhol El País noticiou a conquista da primeira medalha de ouro do Brasil nessa Olimpíada, pela judoca Rafaela Silva.

Moradora da favela Cidade de Deus, Rafaela deve o seu ingresso no judô a um projeto social na Rocinha, de onde ganhou seu primeiro quimono. Seus professores tiravam dinheiro do próprio bolso para que ela pudesse viajar para competir.

“Só Deus sabe o quanto sofri e o que tive de fazer para chegar aqui.”

Devido à escassez de bons treinadores e academias, perdemos de longe para outros países no placar olímpico. E os poucos campeões que produzimos acabam indo para o exterior, atraídos por melhores condições de vida, e de carreira. O mesmo ocorre com a produção nacional de cientistas e profissionais de nível superior. Por escassez de bons professores e escolas.

Se existisse, as Olimpíadas da educação básica seriam o PISA, Programa Internacional de Avaliação de Alunos, que a cada três anos examina estudantes de 15 anos de idade em leitura, matemática e ciências. Dos 65 países avaliados em 2012, o Brasil ficou em 58º lugar na classificação geral.

No Brasil, temos o IDEB, Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, que em 2013 avaliou o ensino médio das escolas brasileiras com a nota 3,9 e o ensino fundamental com 4,4. E apesar do IDEB das escolas privadas ser superior ao das escolas públicas, ambas possuem índices baixos se considerarmos que a nota vai de zero a dez. Mesmo assim, se levarmos em conta que 82% dos alunos estão na rede pública, o desempenho do ensino privado acaba não tendo peso quando se trata de melhorar o país como um todo.

O alunos são carentes e os professores despreparados. Podemos deixar tudo por conta do Governo? Como promover a mudança? Por onde começar?

Segundo Mozart Neves Ramos, do Instituto Ayrton Senna, ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco, e ex-integrante do Conselho Nacional de Educação,

“O Brasil tem escolas do século IX, professores do século XX, e alunos do século XXI.”

Assim, investir na escola é prioritário. E se deixássemos tudo por conta do Governo, não teríamos a Rafaela Silva, assim como outras estrelas que aguardam sua vez – esperando por uma chance de brilhar e ajudar a melhorar o Brasil.

Somente no ano passado, a Fundação investiu US$ 8 milhões em 133 de projetos na área da educação básica e alfabetização.

Wan Yu Chih
Presidente da Comissão Distrital da Fundação Rotary 2016-2019